08 ago

Sabemos que no mundo contemporâneo tudo se torna mais complicado, a rotina da família acaba se tornando uma corrida contra o tempo. Muitas vezes pais e mães se mostram muito atarefados, sem conseguirem dar aquilo que gostariam ou planejavam para seus filhos. Crianças assim como adultos, possuem rotina na escola ou nas atividades extras, como: curso de idiomas, esportes ou trabalhos na casa de colegas. A rotina junto aos filhos é importante para que crianças e adolescentes consigam conviver melhor com as suas obrigações.

Sou Valesca Miotti, trabalho na coordenação da Language há 15 anos e sou psicóloga clínica. Aqui segue algumas ideias de como melhor acompanhar a rotina de seu filho. Espero que gostem!

Estimulando a sua rotina:

Tenha em mente que é importante acompanhar os estudos de seus filhos: sabendo das datas das tarefas de casa, provas, trabalhos e das atividades extras. Os filhos percebendo que seus pais estão interessados nos seus estudos, começam a ter mais estímulo para com os mesmos. Sente com seu filho(a)  para estudarem  juntos (2 a 3 vezes por semana).  Estes podem ser momentos únicos para ambos. Tente fazer isso!

Incentivando e cuidando:

Pais não precisam estar 24h “atentos” aos seus filhos pois eles precisam se sentir mais independentes. Principalmente na pré-adolescência que pode variar dos 10 a 13 anos.  Eles sentirão ainda mais segurança quando pais acompanham a sua rotina, seja para levá-los a um determinado local ou incentivando para sair com amigos.

Se interessando sobre a rotina do seu filho, ele se sentirá mais protegido e estimulado. Mas lembre-se, interesse não é a mesma coisa que “investigação”. Seja espontâneo e mostre-se participativo.

Os LIMITES SÃO IMPORTANTES:

É comum que algumas crianças não tenham vontade de cumprir determinados compromissos, seja por cansaço, desestímulo ou algum conflito maior. A importância do diálogo e dos limites feitos pelos pais é de extrema importância pois mostra os benefícios das atividades que estão sendo propostas e investidas. Incentive, mostre os benefícios para o futuro e mostre o seu esforço diário. Adultos também fazem tarefas que nem sempre são tão prazerosas. Penso que não é necessário impor mas com diálogo e paciência, tudo pode melhorar e seu filho, seguir estimulado.

Converse com seu filho:

O diálogo em família ainda é a melhor solução para os conflitos. Ajudá-los nas resoluções de problemas é importante para que a criança entenda que é preciso fazer um esforço e que nem sempre teremos somente aquilo que gostamos. Mostrar que a vida terá obstáculos mas que com perseverança, eles irão tirar de letra, sendo um adulto com mais firmeza e tolerância às frustrações. Questione, tente ajudar a entender o porquê dos conflitos. Oriente e mostre que com o diálogo, tudo se resolve.

Dê o exemplo:

Muitos pais costumam perguntar o que o filho aprendeu na escola, certo? No caso do curso de línguas, tente falar no idioma que seu filho está aprendendo. Não tem problema se errar, pois ele poderá te ajudar. Pratique. Tente cantar músicas e ver filmes juntos. Ter uma programação em família é essencial para o aprendizado natural de um novo idioma. Lembre-se, você é o maior investidor na saúde mental de seu filho. Tendo uma rotina de maior proximidade, você irá ajudar e muito. Não desista, os desafios aparecem  mas com estas atividades presentes no seu dia a dia, resultados virão.

Never give up!

 

Curiosidade:

Para a psicóloga Sílvia Losacco, co-coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Criança e o Adolescente (NCA) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ao educar é preciso manter a coerência entre o que o adulto pensa, sente e faz nas regras dos relacionamentos, nas normas institucionais e na legislação. “O exemplo vem mais das atitudes e menos da verborragia usada com os adolescentes”, aconselha.

A pesquisa da UFPR revela que entre as crianças com autoestima elevada, 48% são filhos de pais presentes. Entre os que relatam baixa autoestima, 46% são filhos de pais omissos. Autoestima comprometida pode levar a comportamentos antissociais, abuso de drogas ou depressão. É claro que nem todos os filhos de pais violentos ou relapsos terão problemas no futuro. Todavia, muitos adolescentes em conflito com a lei vêm de famílias com perfis de situação de risco – violência, omissão e negligência.

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/filhos-sao-reflexo-do-modo-de-vida-dos-pais-bgnf0wtci4cldonyy8ffqnya6

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